Vôo doméstico no aeroporto Tambo, de Johannesburg, para Cape Town, com duas malas grandes: prato cheio pra quem quer tirar vantagem de turista. Um cara tentou me ajudar a não pagar excesso de bagagem, mas não conseguiu, e mesmo assim ficou me perguntando "quanto você tem?" fingindo que conseguiria me ajudar. Acabei pagando excesso de bagagem para a empresa aerea, mas paguei só 2/3 do que cobraram e ficou por isso mesmo. A dica: não aceita ajuda de ninguém que não tenha identificação de funcionário do aeroporto, mesmo que ele tenha aparência ameaçadora.
O vôo da Kulula Air não tinha nem água incluso! Mas tudo bem, cheguei num backpacker chamado The Backpacker, que eu escolhi pelo website pois achei de alto nível e com preço bom. Ele fica num casarão com muitos cômodos, tem piscina, bar com restaurante, etc, mas achei o atendimento frio demais.
Saí pra uma caminhada sem saber ao certo quando ou onde pararia. Acabei andando tanto que no final do dia ninguém acreditava no percurso que fiz entre 10 da manhã e 8 da noite. Primeiro fui até o Waterfront, uma baía com porto. Muito legal, tem comida com preço bom, muita gente circulando, e logo de cara me pareceu que aqui não precisa ficar tão preocupado com segurança, apesar de que um cara passando por norte-americano me parou pra pedir dinheiro.
Waterfront
Waterfront
Waterfront
Mas Waterfront é estilo Darling Harbour de Sydney, então depois de ir até o novo estádio Green Point, fui conhecer algo novo. De lá caminhei (não recomendo) até o topo do Lion's Head. A maioria das pessoas vai e sobe boa parte do morro de carro. São 650m de altura, com uma escalada nas pedras no final. Acabei esperando o por do sol, já que o céu estava aberto e a lua cheia! De cima do Lion's Head a gente vê toda a parte da cidade entre o mar e a Table Mountain, os bairros em frente as praias, e a Robbin Island, onde Mandela ficou preso.